Agora a tarde estava recolhendo alguns rabiscos e parei neste que compartilho logo abaixo.
Minha vontade é que você não ouça outra vez aquilo que já vinha ouvindo sempre que escutava rock nacional. Não só em relação à mensagem, o conteúdo poético, a esperança que salta do som, mas também em relação a este som que a carrega.
O que a gente quer é encontrar também o timbre, a melodia, o arranjo harmônico, o pulso e o ritmo, a cor e o movimento que consiga refletir a beleza da Boa Nova e a complexidade da alma – a partir dessa vivência pessoal e coletiva no meio do mundo. Pois, quanto mais ampla, rica e simples a mensagem se torna para nós, correlacionado a isso está o estilo, a forma, o sabor sonoro que há de se ampliar, enriquecer e se tornar simples; afim de que tudo se integre e se complete – som e mensagem num só lugar.
Porque se a gente se contentar em apenas ampliar o discurso poético da nossa música brasileira, vamos ficar repetindo estéticas e caminhos musicais já trilhados. É como por remendo de pano novo em vestido velho. O que a gente precisa não é de uma música brasileira remendada, mas sim de uma nova música brasileira, mais ampla na sua estética e na sua confissão poética.
Você já leu entrevistas, reportagens a nosso respeito, já ouviu um vizinho falar sobre a banda e tem até aquele amigo que te enche a paciência dizendo: ouça {palavrantiga}!!! Só não descobriu ainda como fazer isso.
Então, existem dois canais na internet onde a gente pode conferir o som da banda agora mesmo.
Algumas rádios pelo Brasil afora já estão tocando parte do repertório. Se não é o caso da sua cidade, talvez seja agora a hora de você encher a santa paciência de alguém!
Desde o início das nossas atividades – há dois anos atrás – a entrevista feita pelo Rafael Porto é com certeza, com algumas pequenas ressalvas, a melhor já publicada até então. Seja pelo simples fato de compartilhar aquilo que precede nosso nome e visão de mundo, até o jeito de provocar sem ofender, de fazer pensar sem se passar por insolente.
Sim, esse é o erro mais recorrente no meio jornalístico; às vezes por falta de formação, em outras por preguiça intelectual, mesmo. Aqui ele escolhe um outro caminho.Que bom,não é?!
Aproveitem para comentar lá no Blog dele. Boa leitura!